O Brasil tem 3 prêmios ignóbeis

 




O BRASIL TEM 3 PRÊMIOS IGNÓBEIS
O Prêmio Nobel da Ignorância
Toninho Buda 4 julho 2020
O prêmio Nobel foi criado em 1900 e é entregue às maiores personalidades em diversas áreas, sempre no mês de setembro, em Harvard. Todos os anos, desde 1943, os Estados Unidos têm um ganhador e é, de longe, o maior vencedor com 338 representantes. De tanto ver coisas absurdas e ridículas sendo propostas como candidatas, a revista Annals of Improbable Research (Anais da Pesquisa Improvável) criou em 1991 o Prêmio IgNobel (o Prêmio da Ignorância), sobre as pesquisas que “primeiro fazem a pessoa rir e depois pensar”. O nome é uma brincadeira que funde as palavras “Nobel” e “ignóbil” (aquilo que não é nobre, que inspira horror do ponto de vista moral, de caráter vil, degradante, humilhante, vergonhoso). O Brasil não tem nenhum prêmio Nobel, mas tem três IgNobéis!
Levamos o prêmio de pesquisa ridícula em 2003, quando Igor Rafailov ganhou o de Literatura, pela edição do Dicionário de Fobias (com Prefácio do jornalista e psiquiatra Dr. Humberto Costa, Ministro da Saúde no Governo Lula), com mais de mil verbetes. Já a dupla Astolfo Mello Araújo e José Carlos Marcelino, da USP (Universidade de São Paulo), venceu na categoria Arqueologia em 2008, com uma “profunda” pesquisa que mostra que os tatus podem modificar resultados de estudos arqueológicos. E em 2017 um estudo da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) venceu a categoria Nutrição. Assinado por Fernanda Ito & outros, o trabalho descobriu que, diante da escassez de pássaros em seu hábitat, morcegos da caatinga nordestina flexibilizaram a dieta e passaram a se alimentar de sangue humano! Com medo de ir receber o prêmio nos EUA, eles fizeram um agradecimento pela internet, vestidos de vampiros (vejam a palhaçada na ilustração).
Fizeram bem não ir lá! O prêmio era um troféu pior que o abacaxi do Chacrinha e uma nota de 1 trilhão de dólares zimbabuenses (que não valia porra nenhuma! Veja na ilustração uma cédula de 100 trilhões de dólares zimbabuenses, verdadeira, que também não vale nada!). No mesmo ano cientistas espanhóis mostraram que os fetos interagem mais com a música de um alto-falante inserido na vagina da mãe do que com o mesmo emissor sobre a barriga dela. Uma equipe japonesa descobriu "um pênis feminino e uma vagina masculina" presentes em um inseto que vive em cavernas. O físico francês Marc-Antoine Fardin disse que os gatos podem ser considerados líquidos, porque “se adaptam a qualquer recipiente”, provando isso em fotos de felinos dentro de jarras, latas e caixas de papelão! Esses caras precisam descobrir as universidades brasileiras!
O Brasil aposta 125 BILHÕES DE REAIS POR ANO nas universidades. Só a Universidade de São Paulo (USP), nossa maior representante e que já é uma das ganhadoras do IgNobel, consome 5,7 bilhões. É a 8ª maior do mundo em “produção científica”, mas tudo indica que seu prêmio foi justíssimo, porque quando se verifica a “qualidade” do material, é a 780º entre as 1.000 maiores do mundo. E estamos conseguindo piorar a passos largos! A “produção científica” brasileira em “ideologia de gênero” era NULA há 5 anos. Mas a partir daí sua cotação no “Google Trends” (que vai de 0 a 100% e mede o interesse por assunto) subiu de 63% em 2016 para 100% em 2018! Está na hora de mudarmos este quadro, redirecionarmos as verbas da educação, investindo na EDUCAÇÃO DE BASE, sanearmos o que existe de errado e requalificarmos a educação superior para BUSCARMOS NOSSO PRIMEIRO PRÊMIO NOBEL!



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